O “Divertimento erudito” de João Pacheco: arquitetura e arte numa livraria em Vila Rica

Danilo Matoso Macedo
– jan. 2016 –



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Resumo

Manuel Ribeiro dos Santos era advogado e livreiro em Vila Rica e, entre 1747 e 1753, solicitou a seus prepostos em Lisboa mais de duas centenas de livros listados em treze “Receytas“. O conjunto dos pedidos é diversificado. Embora dominado por livros jurídicos como as Ordenações do Reino de Portugal, continha também dicionários, gramáticas, manuais militares, livros de medicina, história, geografia, literatura (clássica e coeva), filosofia, religião, moral, e alguns tratados “enciclopédicos”, dentre os quais o “Divertimento erudito para os curiosos de noticias historicas, escolasticas, politicas, e naturaes, sagradas, e profanas“, publicado em 4 volumes entre 1734 e 1744 pelo frei agostiniano português João Pacheco (1677-c.1747). A obra de Pacheco, em seu segundo tomo (1738), trata “Dos Requisitos necessarios para o exercicio da Pintura, e Esculptura, &c.” bem como “Da Arquitectura, varios engenhos, e maquinas, com os Officios, e artes conducentes a ella” […], além de diversos capítulos que diretamente tratam de matérias afeitas às artes e a arquitetura. Apresenta-se um panorama dos pedidos do livreiro, ilustrado por uma breve análise do livro de Pacheco quanto a sua circulação, suas fontes, a disposição de suas matérias e alguns de seus conteúdos. Pretende-se com este artigo subsidiar a elaboração de novas interpretações futuras da urbanização, arquitetura e arte luso-brasileiras, mapeando-se algumas das ideias circulantes em impressos em Vila Rica em meados do século 18. Palavras-chave: Tratados de Arquitetura no Brasil; História da Arte Brasileira : século 18; História da Arquitetura Brasileira : século 18.


Publicação original

Macedo, Danilo Matoso. “O ‘Divertimento erudito’ de João Pacheco: arquitetura e arte numa livraria em Vila Rica”. In Desenhando palavras e construindo geometrias: espaço escrito e espaço pintado no tempo barroco, organizado por Magno Moraes Mello, 141–58. Belo Horizonte: Clio Gestão Cultural e Editora, 2016.

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