Aço e alumínio nas fachadas da Câmara dos Deputados

Danilo Matoso Macedo
Elcio Gomes da Silva
Bruna Barbosa de Lima
– mar. 2013 –



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Resumo

As torres de vinte e oito pavimentos do Palácio do Congresso Nacional, projetadas por Oscar Niemeyer em 1957, são uma das expressões mais contundentes de uma mudança de paradigma da arquitetura moderna brasileira em sua vertente carioca, voltada agora para a busca de simplicidade formal, e não mais se exprimindo por seus elementos secundários. A transparência completa de seus panos de vidro, rendilhada por um habilidoso desenho de esquadrias de aço foi parte importante do estabelecimento desta linguagem. O estudo de sua concepção e de sua execução, compromissadas com o exíguo prazo disponível, revelam-nos estratégias e princípios como a centralização de responsabilidades nos executantes, redução do número de peças e de juntas, a fixação associada a juntas de dilatação, que garantiram o sucesso e a durabilidade dos elementos de fachada. O edifício Anexo IV da Câmara dos Deputados, concebido e construído vinte anos mais tarde também por Niemeyer com dez pavimentos, estabelece um interessante diálogo com as torres originais. Construídas também com de perfis de alumínio anodizado bronze e vidro temperado estrutural, protegidas em sua face norte por brises móveis de alumínio, as fachadas não tiveram desempenho condizente com a promessa tecnológica que representavam. Apresentaram prontamente vazamentos e problemas de funcionamento nas partes móveis. Uma das das razões deste relativo malogro foi justamente a inobservância dos princípios que haviam norteado a concepção das torres do Congresso. Por meio do estudo do percurso histórico e de um exaustivo levantamento construtivo, o presente artigo busca estabelecer as bases para intervenções de conservação e restauro dos edifícios, hoje patrimônio cultural nacional. Palavras-chave: Palácio do Congresso Nacional, Oscar Niemeyer, Fachadas de Vidro


Publicação original

Macedo, Danilo Matoso, Bruna Barbosa de Lima, e Elcio Gomes da Silva. “Aço e alumínio nas fachadas da câmara dos deputados”. In Pedra, barro e metal : norma e licença na arquitetura moderna do Cone Sul Americano 1930/70. Porto Alegre: Propar/ UFRGS, 2013. Disponível em <http://www.docomomo.org.br/ivdocomomosul/pdfs/15%20Danilo%20Matoso-Bruna%20Lima-Elcio%20da%20Silva.pdf>.

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